[RESENHA] O diário de Bridget Jones

 O Diário de Bridget Jones é o primeiro de três livros da personagem Bridget, escrito pela autora inglesa Helen Fielding em 1996, e foi lançado no Brasil pela editora Record.

         
ATENÇÃO: Se você não gosta de spoilers, não leia! Mas se você acha que não custa nada uma palinha do livro, até porque ele não é tão atual assim, e já tem filme, ou porque você, assim como eu, é curioso abeça; pode continuar...

                   

   O Diário de Bridget Jones é um livro maravilhoso, super descontraído e engraçado, foi inspirado no livro Orgulho e Preconceito, romance de Jane Austen. Por ser um diário, conta a trajetória de um ano de Bridget Jones, uma jornalista de 30 anos sem preconceitos e completamente neurótica com seu peso, viciada em cigarros e bebidas.

   Assim como quase todo mundo, Bridget começa seu diário com as promessas de inicio de ano, desde parar de fumar, se controlar com bebidas e finanças, incluindo a clássica e inútil combinação dieta+academia, até ter um relacionamento sério com alguém que tenha o mínimo possível de maturidade, que não inclua seu chefe gato/tarado/confiante/descompromissado Daniel Cleaver.

   Jones, como a maioria de nós, tem que aturar reuniões de família natalinas com parentes e amigos dos seus pais que não param de dizer coisas ridículas do tipo: "Ei querida, te conheço desde que vivia correndo pelada pelo jardim". E por ser uma solteirona independente, porém desesperada por um namorado, vive sendo bombardeada pela mãe, amigos e parentes dela com piadinhas de mal gosto e possíveis pretendentes, inclusive Mark Darcy, um recém divorciado, rico/lindo/bem-sucedido advogado, que Bridget a principio odeia, justamente por ser um rico/engomadinho/bem- sucedido advogado.


À medida que as mulheres vão passando dos 20 para os 30 anos, o equilíbrio de poder muda de repente. Até as mulheres mais seguras perdem as estribeiras, lutando contra os primeiros sinais de angústia existencial: medo de morrer sozinha e ser encontrada três semanas depois semidevorada por um pastor alemão.
   Para conseguir suportar sua mãe super inconveniente (que passa por uma crise de meia idade e larga o marido para ficar com um cara muito mais jovem), seu pai depressivo por ter sido deixado pela esposa, seu peso descontrolado, sua obsessão por bebida e cigarros e acima de tudo, para não cair nas garras de Daniel; Bridget conta com seus amigos Jude, que não é solteira mas sofre nas mãos de Richard o Vil, Tom, seu amigo gay e super fofo, e Sharon, sua amiga hiper bem humorada.

   Durante o livro, Jones passa por situações hilárias, como por exemplo nunca conseguir um namorado descente, ver todos os amigos namorando menos ela, só receber presentes idiotas, achar que está grávida porque não leu as instruções do teste de gravidez, ficar treinando uma discussão imaginária para não perder a briga que nunca existiu e etc...


   Bridget é, de longe, uma das personagens mais divertidas e realistas dos livros que já li. Ela sofre com seu peso, por não ser a mais bonita ou a mais sexy, tem problemas com bebidas e o cigarro, detesta seu emprego, não sabe cozinhar, não termina seus livros, seus parentes são super inconvenientes, o cara que ela gosta é um safado pilantra e não importa o quanto seus amigos avisem, ela sempre cai nas garras dele. Ela não sabe o motivo das guerras que estão rolando, confere os erros de português antes de enviar qualquer email, sabe a quantidade de calorias em cada alimento, mas não sabe falar qual a letra vem antes do "J" sem recitar o alfabeto na ordem, seu cabelo tem vida e humor próprio (Muito eu esses dois últimos!), não sabe usar os aparelhos eletrônicos que tem em casa e vive passando por gafes em público.
Conheço o segredo dela(mãe de Bridget): descobriu o poder. Tem poder sobre papai: ele quer que ela volte. Tem poder sobre Julio e o funcionário da Receita, e todo mundo está sentindo esse poder e querendo ter um pouco, o que a torna ainda mais irresistível. Só me resta encontrar alguém ou alguma coisa para dominar e então... ai, meu Deus. Não domino nem o meu próprio cabelo!
   Falando assim a vida dela parece uma desgraça, mas não é bem assim! Jones, apesar de tudo, ama e é amada por sua família e amigos, fica com o lindo e perfeito Mark Darcy, consegue um emprego legal apesar de passar por várias gafes em rede nacional e, acima de tudo, nunca perde a esperança de ganhar na loteria. 

   Acho que não preciso falar muito mais sobre o livro para mostrar o porque gosto tanto dele. Ele é super leve de se ler, de um jeito que se passa horas lendo e rindo muito e nem vê o tempo passar. Apesar de não ser uma Bridget brasileira, em muitos aspectos me identifico com ela, principalmente porque ela é super atrapalhada e muitas vezes fala as coisas sem pensar. Mas acho que o que me motivou mesmo a gostar de Jones é seu amor por seus amigos e a capacidade dela de enfrentar os problemas e gafes de maneira descontraída.

   Não posso esquecer de falar que apesar dos três livros da história de Bridget já estarem na minha lista de compras 2014, quem me presenteou foi minha super fofa amiga da faculdade Camila. Ela disse que não leu até o final... Isso prova que ela é mais Bridget do que aparenta.

Na adaptação, o ator Hugh Grant (à esquerda) faz o papel de Daniel Cleaver, Renée Zellweger (centro) interpreta Bridget Jones e Colin Firth  (à direita) interpreta Mark Darcy.

Sobre a adaptação ao cinema: Foi feita pela Universal em 2001 e para mim a escolha do elenco ficou super legal, principalmente a protagonista como Renée Zellweger. Para interpretar a personagem ela engordou bastante e sofreu várias críticas, mas aposto que valeu muito a pena porque ela encarnou a personagem de verdade. Já o ator Colin Firth representou seu segundo Darcy, sendo o primeiro Darcy da adaptação de Orgulho e Preconceito feita pela BBC. Já o ator Hugh Grant é um charme, logo achei ideal pra representar Daniel. Os outros personagens ficaram bem interessantes também. Quanto às mudanças feitas para adaptar o livro ao filme achei que ficaram interessantes. Apesar de muitas coisas serem cortadas como em qualquer adaptação, as coisas que foram acrescentadas deixaram as coisas bem mais engraçadas.

Curiosidade: O ator Colin Firth é citado no livro, quando Bridget está vendo a adaptação do romance de Jane Austen e comparando o seu Darcy com o da série (chegando a conclusão que o Mr. Darcy de Orgulho e Preconceito é muito mais charmoso) tem a ideia de fazer uma reportagem sobre o romance de Elizabeth e Darcy, entrevistando assim os atores da série, Colin Firth sendo um deles é claro!

Se você gostou ou não da resenha, faça seu comentário... Gostaria muito de ler sua opinião. Dicas de leitura, músicas e filmes relacionados também são super bem vindos! :)

8 comentários:

  1. Esse livro parece ser super divertido e alegre =) Me identifiquei muito, tanto com o jeito de ser da Jones como também nas reuniões, onde os parentes sempre fazem aquelas perguntas/afirmações ridículas que te deixa envergonhado! Irei assistir o filme, pois parece ser um daqueles filmes que te garantem muitas risadas! hahah. Bela resenha ;)

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    1. Esse livro e filme com certeza garante boas risadas. E quem não é, pelo menos em parte, tão azarado qnto Bridget Jones?

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  2. Adorei o "Não domino nem o meu próprio cabelo!" triste realidade
    Agora estou com muita vontade de ler,principalmente pelo fato dela ser uma protagonista digamos assim problemática e não uma toda perfeitinha que tem a vida fácil e que sabe que terá o seu final feliz.
    Vou correndo assistir o filme parece ser bem legal!

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  3. Já assisti o filme, mas nunca pensei em ler o livro. Me empolguei bastante agora.

    Vanessa
    Blog Closet de Livros

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  4. Com certeza o livro é super legal e leve de se ler. Mas se está com pressa e que dar boas risadas acompanhada, o filme é uma excelente pedida! Lembrando que ele tem continuação...

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  5. Com certeza o livro é super legal e leve de se ler. Mas se está com pressa e que dar boas risadas acompanhada, o filme é uma excelente pedida! Lembrando que ele tem continuação...

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