O Diário de Anne Frank para mim é aquele livro que todos alguma vez na vida deveriam ler, o poder que ele exerce a cada um que folheia suas páginas é imaginável, não só por ser triste mas por ser real, por saber que as mortes, as guerras e a opressão não é mais um conto criado por um autor, mas que foi uma realidade dura, porém uma realidade vivida e sofrida por milhares de pessoas.
Anne era um judia, morava em Amsterdã, começou a escrever em seu diário com apenas apenas treze anos, era uma menina normal, com sonhos, desejos... Mas o período que vivia era um dos piores da história.
Anne e sua família viviam fugindo de esconderijos á esconderijos, mas um dia sua família e mais três pessoas, sendo elas Van Daan, sua esposa e seu filho encontraram um lugar num prédio de escritório, lá se abrigaram em uma sala, na qual colocaram o nome de "O Anexo", onde ficaram por mais ou menos dois anos.
Em meio ao caos podemos ver uma menina tentando ao máximo ser normal, podemos ver suas lutas internas e ainda sua luta pela sobrevivência em meio aquela situação perigosa. Durante a leitura podemos ver uma mudança bem grande em Anne, em momentos no livro ela aparece como uma garotinha, depressiva e assustada e então, sem menos esperar começamos a ver a mudança, vemos a sua sensibilidade a tudo que ocorre, sua inteligência e acima de tudo a faísca de esperança dentro dela, a forma em que acredita e se agarra na possibilidade de um mundo melhor, e ai sim podemos ver essa garota acreditando que em meio ao caos da 2 Guerra Mundial, em meio a mortes, doenças, as fugas e o medo, tudo vai ficar bem.
"É realmente inexplicável que eu não tenha deixado de lado todos os meus ideais, porque eles parecem tão absurdos e impossíveis de se concretizarem. Mesmo assim eu os conservo, porque ainda acredito que as pessoas são boas de coração. Simplesmente não posso edificar minhas esperanças sobre alicerces de confusão, miséria e morte. Vejo o mundo gradativamente se tornando uma selvageria. Escuto o trovão se aproximando, cada vez mais, o que nos destruirá também; posso sentir o sofrimento de milhões e ainda assim, penso que tudo irá se corrigir, que esta crueldade também terminará. Enquanto isso, preciso adiar meus ideais para quando chegarem os tempos em que talvez eu seja capaz de alcançá-los" - Diário de Anne Frank
Eu sou apaixonada por história e ver esse marco tão conhecido como a Segunda Guerra Mundial sendo contado por alguém que viveu aquilo é muito mais real, muito mais chocante, e por mais que a história nos permita ter um certo conhecimento dos fatos que ocorreram, foi graças a Anne Frank que entendemos a devastação e a quantidade de morte. Por conta dela sentimos na pele a dor, porque nós acabamos ligamos à Anne e então compreendemos.
O livro é todo um ensinamento, você aprende uma coisa diferente a cada parágrafo, aprende a valorizar a vida, se aceitar, entender que por mais estranho que pareça nossa vida, nossa situação é ótima. Aprender a ser feliz, acima de tudo. Anne foi feliz e esperançosa de sua maneira em meio a uma guerra, então porque nós desistimos tão fácil? Como diz Anne " [...] não consigo imaginar como alguém poderia dizer "Eu sou fraco" e continuar assim. Se você sabe isso ao seu respeito, por que não luta contra, por que não desenvolve o caráter?
Anne sem querer ganhou admiradores no mundo inteiro, ela mesma não os queria, mas os ganhou. Admiradores por sua coragem e força.
Falar desse livro foi um desafio para mim, porque ele engloba tantas coisas pessoais, então eu resolvi mudar um pouco meu padrão de resenhas e tentar transportar um pouquinho do que a leitura passou para mim. Como eu disse essa leitura eu considero essencial a um leitor, porque é algo que muda você totalmente, você não é o mesmo depois que fechar esse diário.
E para encerrar eu deixo para vocês esse pequeno trecho: "
"Pense em toda a beleza que ainda existe ao seu redor e seja feliz."



