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[RESENHA] CAIXA DE PÁSSAROS


Olá, hoje venho falar de uma das melhores histórias que li esse ano, espero que gostem e fiquem cheios de vontade de ler. É uma história repleta de significados, suspense e muita reviravolta. Lembre-se: Tome cuidado ao olhar para fora.

Título: Caixa de Pássaros
Autor: Josh Malerman
Editora: Intríseca
Número de Páginas: 272
Caixa de Pássaros - Romance de estreia de Josh Malerman, Caixa de pássaros é um thriller psicológico tenso e aterrorizante, que explora a essência do medo. Uma história que vai deixar o leitor completamente sem fôlego mesmo depois de terminar de ler. Basta uma olhadela para desencadear um impulso violento e incontrolável que acabará em suicídio. Ninguém é imune e ninguém sabe o que provoca essa reação nas pessoas. Cinco anos depois do surto ter começado, restaram poucos sobreviventes, entre eles Malorie e dois filhos pequenos. Ela sonha em fugir para um local onde a família possa ficar em segurança, mas a viagem que tem pela frente é assustadora: uma decisão errada e eles morrerão.
A algo estranho acontecendo, relatos de inúmeras pessoas consideradas "normais" perdendo a sanidade e do nada cometendo atos violentos e terríveis e logo depois se suicidando. Ninguém sabe como acontece. Mas as suspeitas começam a aparecer na mesma rapidez em que se aparece notícias e mais notícias de suicídios por todo o mundo, mas apenas uma é levada adiante: todas as pessoas que viraram "loucas" tem algo em comum. Elas viram alguma coisa.  

No meio desse caos que o mundo começa a viver, conhecemos a história de Malorie, que acaba de descobrir que está grávida. Ela vive com sua irmã Shannon, que está obcecada com as notícias cada vez mais apavorantes que se dão em jornais e rádios... Malorie não leva muito a sério, está mais preocupada com a súbita mudança de vida que terá com essa gravidez, porém é impossível não se notar a mudança na sua vizinhança. Como forma de se proteger desse "mau", as pessoas começaram a tampar os olhos, com mãos, chapéus, qualquer coisa ao seu alcance. Aos poucos as janelas foram tampadas por papelão, cobertores ou tábuas. Sair de olhos abertos ou dar apenas uma leve espiada sobre as cortinas se tornou um risco a vida. Malorie percebe o quão real é a situação, quando perde totalmente contato com seus pais.

E de uma hora para outra o caos se implantou. Malorie se vê sozinha no mundo, a única sobrevivente que conhecia. Em busca de ajuda Malorie encontra um anúncio no jornal indicando um abrigo de proteção a todos que precisassem. Ela decide assim, arriscar do lado de fora e ir atrás desse abrigo para se juntar a esse grupo de sobreviventes.

Lá ela conhece Tom, Cheryl, Jules, Félix Don, e juntos eles tem que aprender a sobreviver num mundo onde não se pode ver. E qualquer deslize, custa a sua vida.


Eu ouvi sobre o livro na turnê da intrínseca e logo de cara fiquei fascinada com a temática abordada pelo autor. Sabe quando um livro muda sua maneira de ler histórias e você quer falar sobre ele para todos e não consegue? Me sinto assim com Caixa de Pássaros, como se estivesse tudo entalado e tudo que eu apenas consigo dizer é: por favor, leiam.

Eu odeio terror, então imagine minha surpresa quando eu me vi vidrada nesse livro logo nos primeiros parágrafos?! 

Bem, o livro é intercalado entre o presente o passado. No presente, temos Malorie e seus dois filhos, Menina e Garoto, com uma unica missão: fugir 32 quilômetros, rio abaixo em um barco a remo, vendados. E no passado temos a luta de Malorie grávida para encontrar um refúgio e assim sobreviver nele. O que eu falei aqui, não é spoiler. Está no inicio no livro, ok? 
O garoto pega a mão esquerda de Malorie. A Menina aperta a direita com seus dedinhos. Vendados, os três saem da casa.”
O autor logo nas primeiras páginas nos dá o que vai acontecer, mas você não sabe como acontece. Ele consegue desenvolver uma narrativa tão viciante, cheia de suspense, que a cada página você não sabe o que te espera e é sempre choque, um susto. Você acaba com medo de olhar a janela e de sair de olhos abertos, bem, pelo menos eu fiquei.

A escrita de Josh eu considero perfeita. Como ele aborda e descreve a perda da sanidade, o terror, os suicídios, os assassinatos, sempre com uma escrita carregada de detalhes, o que me fez fechar o livro varias vezes e fechar os olhos e falar: meu Deus, que horror! Cenas fortes, que acabam com o emocional e enchem de medo qualquer pessoa.

Os personagens são incríveis. Todos, são importantes. O foco é em Malorie, mas isso não tira em nenhum momento a força dos outros. Josh não criou personagens, mas sim pessoas comuns que estão lutando pela sobrevivência, sentem muito medo e a cada dia perdem um pouco de si mesmo, mas sempre tentam ao máximo serem quem foram, mesmo que o mundo tenha mudado. Isso é emocionante durante o livro, eu torci, chorei pelo final de cada personagem e pelas as mortes terríveis descritas, que não foram poucas. Josh criou personagens corajosos, fortes, humanos.


Melorie não é o tipo de personagem que encontramos em qualquer livro. É uma sobrevivente, Está apavorada com o que o  mundo se tornou, porém nãoapavorada por ela e sim pelas crianças que deve proteger. Vemos desde o inicio do livro a luta de uma mãe para tentar salvar seus filhos e tentar proporcionar a eles uma tentativa melhor de vida. Vemos quantas perdas um ser humano é capaz de suportar e o quanto isso pode mudar uma pessoa.  Melorie está com medo, mas não para. Ela não quer parar. Uma personagem tão forte, tão humana, tão apavorada e tão excepcional.
Você está salvando a vida deles para que tenham uma vida que não vale a pena.
O autor nos coloca como um sobrevivente, ou seja, não sabemos mais do que os personagens. Estamos assim como eles no escuro em relação ao o que causa os suicídios, como começou, o que se passa no mundo lá fora. Vivemos como eles, com medo o tempo todo do que se espreita atrás das janelas cobertas por cobertores e só descobrimos algo caso eles descubram algo. Tem gente que pode não gostar, mas eu adorei, porque tornou a história real. Não temos aquela visão privilegiada de leitor, que é como saber como tudo começou e ter aquela resposta que os personagens buscam o livro todo. Acabamos como um dos personagens, procurando respostas, especulando freneticamente em busca de qualquer coisinha que nos leve a entender o que aconteceu e como aconteceu.

O livro é um espetáculo. O clímax é minha nossa! Você realmente não tem como saber esse final, ele te deixa em choque. Eu tive que reler duas vezes e eu chorava e gritava. Fiquei sem palavras para descrever o que senti. Vou recomendar eternamente, por que eu acho que é o tipo de livro que muda a pessoa e a visão dela das coisas. Então fico feliz por ter ido na turnê da Intrínseca e mais feliz ainda de ter conhecido esse livro.

O que mais gostei:


Eu adorei a capa do livro, como ela tem o ar sombrio. Adorei a construção da história, como autor intercala o presente e o passado, os personagens, a escrita, amei como a interpretação que o autor nos proporciona do titulo. Amei como tudo se desenvolve ao ponto de você ficar chocada por não esperar de jeito nenhum aquilo. Não tem como esperar aquele final. Eu amei tudo.

O que não gostei:


Não tem do que reclamar, eu estaria inventando, porque para mim até agora não tem livro que supere esse.

Todos devem ler esse livro, porque acho impossível alguém não gostar! Espero que tenham gostado da resenha! Um beijo.

[RESENHA] SUSSURRO




Olá galera, hoje eu trago a resenha do primeiro livro da série de livros Hush Hush, que se chama Sussurro. Eu sei que ela é bem velhinha, já que é de 2010 o primeiro livro, mas acho que nunca é tarde para falar dos livros que adora. Então vou apresentar essa série para quem ainda não conhece e quem conhece, dar uma relembrada. Espero que gostem.



Nome
: Sussurro
Autor: Becca PitzPatrick
Editora: Intríseca
Número de Páginas: 264
Se apaixonar nunca foi tão fácil… ou tão mortal. Para Nora Grey, romance não era parte do plano. Ela nunca se sentiu particularmente atraída por nenhum garoto de sua escola, não importa o quanto sua melhor amiga Vee os empurre para ela. Não até a chegada de Patch.Com seu sorriso tranquilo e olhos que parecem enxergar dentro dela, Nora é atraída por ele contra seu bom senso. Mas após uma série de acontecimentos aterrorizantes, Nora não sabe em quem confiar. Patch parece estar onde quer que ela esteja, e saber mais dela do que seus amigos mais íntimos.
Ela não consegue decidir entre cair nos braços dele ou correr e se esconder. E quando tenta encontrar algumas respostas, ela se acha próxima de uma verdade que é bem mais perturbadora do que qualquer coisa que Patch a faça sentir. Pois Nora está bem no meio de uma antiga batalha entre os imortais e aqueles que caíram – e, quando se trata de escolher lados, a escolha errada poderá custar sua vida.

Bem, o livro já começa com um prólogo repleto de suspense, que se ocorre em torno de 1565, na França, temos aquele primeiro encontro com um dos principais, confesso que esse prólogo acabou me desapontando um pouquinho, já que o diálogo era meio maçante e tinha certos momentos que me perdia um pouco no que estava acontecendo (muito), porém depois que iniciou o primeiro capítulo isso mudou, isto é, a história passou para os dias atuais.

E é ai, que conhecemos Nora Grey, uma garota de 17 anos um tanto quanto responsável demais para sua idade, sempre focada nos estudos o que muitas vezes acaba deixando sua melhor amiga Vee meio chateada, já que sempre fugia das tentativas pacatas da amiga de lhe arrumar um namorado, olhando assim parece ser uma garota como outra qualquer, com uma vida considera normal... Bem, isso começa a mudar no dia em que seu professor de biologia do nada resolve mudar os parceiros, fazendo assim ela deixar de ter Vee como parceira, em troca da companhia de seu colega Patch Cipriano, um novato misterioso, totalmente debochado e muito convencido.

A partir dai, Nora a sua vida começa a desmoronar, um turbilhão de acontecimentos estranhos começam a surgir em sua vida, sempre alguém a perseguindo e para piorar uma morte, que ao que tudo indica foi um assassinato, que quem o causou é a mesma pessoa que a persegue. Todas as pistas a levam a apenas uma pessoa, Patch.

Okay, vamos lá agora, quando peguei esse livro, a primeira coisa que me chamou a atenção foi a beleza da capa, nossa, eu amei o aspecto sombrio, a textura áspera que quando entra em contato com a mão dá até um arrepio ( vai entender), a mudança da tonalidade das cores conforme elas caem, esse anjo meio que se "despedaçando", não tem como passar numa livraria e não se sentir atraída logo de cara.



Depois de todo o amor pela capa, eu fui ler a sinopse e eu já gostei bastante, mas tinha um porém: anjos caídos. E eu já tinha tido a experiencia desse tipo de ser sobrenatural com Halo e não curti muito, mas resolvi dar uma chance. E gente, esse livro me fez ficar longa por anjos caídos e principalmente por um tal de Cipriano ai.

Como eu disse, eu não levava muita fé na historia e comecei, só por ler mesmo, quando me dei conta, estava totalmente atada a história criada por Becca. A autora conseguiu fazer diálogos bons, e desenvolveu bem a história. Como mencionei, eu  tinha achado o prólogo meio maçante e confuso, mas autora conseguiu driblar isso, além de ter personagens marcantes, apaixonantes e um contexto sombrio no quão ela trabalhou perfeitamente bem, além de uma ótima explicação para todos os fatos exibidos durante a história.

E como se era totalmente previsível, fiquei loucamente apaixonada pelo Patch, por apenas um motivo, porém totalmente sem necessidade de explicação: Ele é um anti-héroi, ou seja, ele foge de qualquer padrão imposto sobre o que é ser "o mocinho", posso afirmar que, nunca o incluiria no quesito mocinho, porque na minha opinião, acho que seria uma afronta para o personagem.  Patch é dono de um senso de humor sarcástico e cínico, ele é muito misterioso, então ficamos muitas páginas para descobrir um pouquinho dele, o que para mim foi ótimo, por que deu a construção perfeita ao personagem. Com certeza, ele entrou para a lista dois personagens mais sexys, perigosos e totalmente impossíveis de se achar na vida real, triste.

Quando a Nora, ela é totalmente diferente das mocinhas que temos em mente. Ela é uma menina forte, mesmo quando as coisas ao seu redor estão desmoronando. Mesmo depois da perda recente de seu pai ela tenta seguir e dar seu melhor, esforçada, gentil e bastante responsável, ela acredita que sabe o que quer.  Diferente de certas personagens, que tem tendências a serem idiotas, ela sabe o significado da palavra perigo, e gente, diferente do que muitos personagens ai pensam, não significa: Olha eu posso morrer, que legal, vou lá saber mais sobre o processo e me envolver. Isso é tão ilógico e mentiroso, quem faz isso?? Nora se tornou realmente real para mim a partir do momento que quando ela sente o perigo ela sabe que o certo é fugir. Porque meus queridos, se tá ocorrendo uns troços estranhos e tudo aponta para um cara, você simplesmente vai querer ficar com ele, virar amiguinho? OBVIO QUE NÃO ! VOCÊ FOGE! MANTEM DISTANCIA ! Mesmo sendo o Patch, o possuidor de olhos que mais parecem orbitas negras.

Mas como ele é incrivelmente sexy, lindo e mega "legal", ela se ver totalmente atraída por ele e com um dilema um tanto quanto "normal" para uma pessoa que está em uma situação onde acha que o seu colega de classe, tá por trás de uma morte e ele ainda sim ele é gato. Será que deve correr ou se deixar levar? Bem, ela até tenta a primeira opção, mas tudo parece a levar para Patch, e a partir dai, mesmo não querendo, ela acaba aos poucos, se envolvendo.



A escrita da autora é maravilhosa, os diálogos entre os personagens são sempre carregados ou de certo sarcástico ou de mistério, ela consegue descrever muito bem as situações, além de desenvolver a história com uma base lógica e uma explicação magnifica, afinal, não se adianta ter uma história incrível e não saber porque raios surgiu tudo aquilo e o motivo não convencer a  ninguém. Definitivamente isso não ocorre nesse universo criado por Becca, tudo tem um motivo e esses motivos são bons e bem definidos.

O desenrolar da relação dos principais é incrível. Não é rápida e nem de uma hora pra outra, como se Nora sentisse medo extremo de Patch e do nada confiasse cegamente nele. Ela ainda tem medo dele, mas com o desenrolar de certas situações, ela começa a adicionar mais sentimentos, porém o medo ainda tá ali, o que a faz ser bem receosa a qualquer atitude relativa a ele, o que é um ponto positivo para mim, por que deixa a personagem mais real e mostra que ela tem amor a vida.

Os personagens secundários como Vee, Elliot e Jules tem importâncias extremas. Não se engane, tudo nesse livro deve ser lido com atenção e notado em seus mínimos detalhes. A autora não criou personagens descartáveis, sem algum deles, até mesmo o considerado mais "insignificante" deixaria a história com furos e incompleta.

Eu citei o prólogo e como me senti confusa, mas gente, é só no prólogo mesmo e é bem normal essa confusão inicial, afinal. você só entende mesmo depois que vai lendo o livro.

O que mais gostei:


Adorei o Patch! Ah como adorei. Gostei da atitude da Nora, amei o mistério que autora criou e o desenvolvimento da história. A capa tá magnifica! A Intrínseca fez um trabalho de se aplaudir de pé. Amei a personalidade de cada personagem e gostei bastante da descoberta arrasadora que tem no final.

O que não gostei:


Nada, eu adorei tudo! Desculpa mundo! Não tenho nada do que reclamar, muito pelo contrário. Só elogiar e elogiar. 

Espero que tenham gostado da resenha, um beijo e até mais.

[RESENHA] - A Menina que Roubava Livros - Markus Zusak


   Genteeee! Hoje eu vou falar pra vocês sobre o MEU LIVRO PREFERIDO DO MUNDO TODO!! :D 'haha

Título: A Menina que Roubava Livros
Autor: Markus Zusak
Editora: Intrínseca
Nº de páginas: 478
Lançamento original: 2005
Lançamento no Brasil: 2007

Ao perceber que a pequena Liesel Meminger, uma ladra de livros, lhe escapa, a Morte afeiçoa-se à menina e rastreia suas pegadas de 1939 a 1943. A mãe comunista, perseguida pelo nazismo, envia Liesel e o irmão para o subúrbio pobre de uma cidade alemã, onde um casal se dispõe a adotá-los por dinheiro. O garoto morre no trajeto e é enterrado por um coveiro que deixa cair um livro na neve. É o primeiro de uma série que a menina vai surrupiar ao longo dos anos. O único vínculo com a família é esta obra, que ela ainda não sabe ler. Assombrada por pesadelos, ela compensa o medo e a solidão das noites com a conivência do pai adotivo, um pintor de parede bonachão que lhe dá lições de leitura. Alfabetizada sob vistas grossas da madrasta, Liesel canaliza urgências para a literatura. Em tempos de livros incendiados, ela os furta, ou os lê na biblioteca do prefeito da cidade. A vida ao redor é a pseudo-realidade criada em torno do culto a Hitler na Segunda Guerra. Ela assiste à eufórica celebração do aniversário do Führer pela vizinhança. Teme a dona da loja da esquina, colaboradora do Terceiro Reich. Faz amizade com um garoto obrigado a integrar a Juventude Hitlerista. E ajuda o pai a esconder no porão um judeu que escreve livros artesanais para contar a sua parte naquela História. 


A história é narrada pela Morte, que começa o livro se apresentando. Ela nos revela todas as suas qualidades e seus defeitos, explica a importância de notarmos as cores do dia, nos diz que superestima e subestima a raça humana, e confessa também que, às vezes, a curiosidade a vence e ela acaba se interessando demais por um de nós. Uma dessas pessoas que conquistou a total atenção de nossa narradora, foi Liesel Meminger, e a Morte considera a sua história como ''uma dentre a pequena legião que carrego, cada qual extraordinária por si só. Cada qual uma tentativa - uma tentativa que é um salto gigantesco - de me provar que você e a sua existência humana valem a pena.''. A Morte encontrou nossa pequena roubadora de livros três vezes e, mesmo depois de tanto tempo, ela jamais esqueceria quais eram as cores do céu naqueles respectivos momentos.

Em janeiro de 1939, quando Liesel ainda tinha apenas 9 anos, ela via seu irmão mais novo, Werner, falecer enquanto os dois estavam com sua mãe em um trem que os levaria para uma vida nova. Aquela era a primeira vez em que Liesel se encontrava com a morte, e o céu era branco como se o globo inteiro estivesse vestido de neve.

No enterro do irmão foi a primeira vez que Liesel roubou um livro - O Manual do Coveiro -, sem saber o quanto as palavras mudariam sua vida. Após a triste despedida de sua mãe, Liesel foi levada para sua nova casa na rua Himmel, onde conheceu seus novos pais de criação: Hans e Rosa Hubermann. Hans é um homem alto com um acolhedor olhar prateado, um leve cheiro de cigarro e tem a capacidade de fazer um acordeão respirar junto com ele, e Liesel logo sentiu que poderia confiar nele. Já com Rosa as coisas foram um pouco mais complicadas, a pequena mulher com formato de guarda-roupa e rosto de papelão não foi muito receptiva, e parecia gostar muito de insultar a menina com palavras como Saumensch e Arschloch. As primeiras semanas foram ruins, Liesel sentia saudade da mãe e tinha terríveis pesadelos com seu irmão, mas Hans estava sempre lá para confortá-la e ela já até se acostumou com os xingamentos de Rosa.

''Eis um pequeno fato: Você vai morrer.''

As coisas começam a melhorar quando Liesel conhece Rudy Steiner, o menino da casa ao lado que tem os cabelos da cor de Limões. Liesel e Rudy passavam grande parte do tempo juntos jogando futebol na rua Himmel, apostando corridas, andando pela cidade de Molching e, às vezes, roubando algumas maçãs e batatas com um bando de garotos que estavam com tanta fome quanto eles. Na primeira vez em que os dois apostaram uma corrida no campo onde uma vez Rudy Steiner se pintou todo de preto com carvão, o menino apostou um beijo com Liesel, caso ganhasse a corrida... Ao alcançarem a ''linha de chegada'', os dois tropeçaram juntos e acabaram cobertos de lama. E sem nenhum beijo. Liesel se recusava a beijar aquele Saukerl imundo, mas Rudy não iria desistir.

Em uma das noites em que Liesel sonhou com seu irmão, Hans - o Papai - descobriu O Manual do Coveiro escondido debaixo do colchão da menina. Nenhum dos dois sabia ler muito bem, por isso os dois deram início às Aulas da Meia-Noite, que acontecia toda noite depois que a menina acordava de seus pesadelos, e assim, pai e filha aprenderam a ler os livros roubados de Liesel Meminger. A aproximação com sua Mamãe aconteceu graças às caminhadas para buscar/entregar as roupas para lavar/passar.. Toda semana as duas iam juntas até as casas das famílias mais ricas da cidade, uma delas era o número 8 da Grande Strasse, a casa do prefeito, com uma porta tão larga e pesada que causava medo em Liesel, e onde elas eram atendidas pela frágil e quieta mulher do prefeito: Ilsa Hermann.

Em abril de 1940, Liesel encontra sua segunda oportunidade de roubar um livro. É o aniversário de Hitler, e para comemorar irão acender uma fogueira para queimar qualquer coisa que possa 'sujar' sua nação. Nessa noite Liesel entendeu porque levaram sua mãe embora, e foi também nessa noite que surgiu sua raiva pelo Fuhrer. Ao término da comemoração, enquanto os soldados recolhiam as cinzas produzidas pela enorme fogueira, Liesel viu um objeto caindo do interior das cinzas e, quando achou que ninguém a estava olhando, ela se abaixou e salvou o livro que contava a história de um judeu, e apenas quando estava indo embora foi que ela percebeu: havia sim alguém a observando. Depois disso, Liesel evitava ao máximo se aproximar do número 8 da Grande Strasse, até que ela preferiu enfrentar a mulher do prefeito do que a Mamãe dela. Para a surpresa de Liesel, Ilsa Hermann não mandou que a prendessem, mas a convidou para entrar e apresentou à Liesel uma sala repleta dos mais diversos livros, de todos os tamanhos e cores! Liesel passaria muitas tardes lendo no chão dessa biblioteca, e mais tarde passaria a entrar pela janela para roubar alguns livros.

Em novembro de 1940, surgia outro personagem que mudaria a vida de Liesel e lhe ensinaria o valor das palavras: o judeu-alemão Max Vandenburg, com cabelos que ora pareciam gravetos, ora pareciam penas. O pai de Max salvou a vida do pai de Liesel uma vez, e agora Max esperava que Hans o ajudasse a escapar dos nazistas e sobreviver. Max e Liesel eram parecidos em muitas coisas, mas o que fortaleceu de verdade a amizade dos dois foram os sonhos e as palavras. Durante os dois anos em que Max ficou escondido no porão do número 33 da rua Himmel, ele contou sua história para Liesel e escreveu dois livros para ela: O Vigiador e A Sacudidora de Palavras. Os dois se tornariam alguns dos livros preferidos de Liesel, e foram o que restou de Max quando as bombas começaram a se aproximar de Molching e ele precisou partir.

''Quando a Morte conta uma história, você deve parar para ler.''

Após a partida de Max, ocorreram mais alguns roubos de livros e Liesel passou por diversas experiências, e então chegou o dia que os judeus passaram a desfilar pelas ruas de Molching enquanto iam para o campo de concentração em Dachau. Em um desses desfiles, Hans Hubermann entra na multidão maltratada e oferece um pouco de pão para um homem idoso, e como castigo ele é convocado para a Guerra, mas depois de um tempo consegue tapear a Morte pela segunda vez e volta para casa. Na mesma época, Rudy era considerado o melhor aluno de sua turma da Juventude Hitlerista, e por isso o queriam para um novo 'super exército' de meninos alemães, mas no treinamento ele deveria passar por obstáculos que talvez até tirassem sua vida, por isso seus pais não permitiram que ele fosse, e por isso seu pai acabou sendo convocado para a guerra. Com a ausência dos dois pais, Rudy e Liesel se uniram ainda mais, e o sentimento do menino por ela se tornava cada vez mais aparente. No dia em que os judeus estão desfilando por Molching e Liesel avista o olhar alagadiço de Max no meio da multidão, ela corre até o amigo e depois é agredida por um dos soldados, e é Rudy quem fica ao lado dela e impede que ela apanhe ainda mais. Quando Liesel finalmente conta a verdade sobre Max, Rudy a escuta e não a julga em momento algum, e nesse momento Liesel deseja que ele peça um beijo a ela, mas já é tarde demais.

Em meados de agosto de 1943, Ilsa Hermann - que sempre esteve ciente dos roubos da menina e notou sua ausência -, fez uma visita ao número 33 da rua Himmel e entregou à Liesel um caderno preto com todas as folhas em branco, para que Liesel pudesse escrever sua própria história. É graças a esse caderno que Liesel sobrevive na noite em que as bombas atacam Molching e a Morte visita a rua Himmel. Liesel estava escrevendo sua história no porão, onde acabou adormecendo, e quando ela acorda em um lugar que não pode mais ser a rua Himmel, ela se depara com um céu vermelho e com os corpos das pessoas que ela mais ama. Com o desespero tomando conta dela, a menina deixa o caderno com sua história largado em algum canto, e é aí que a Morte tem a oportunidade de se apoderar do objeto e depois nos contar essa história incrível!

Além dos personagens e momentos citados, existem outros que também são extremamente importantes e tocantes na história.. Momentos como o Rudy entrando num rio quase congelado para salvar um livro de Liesel; Rudy causando um sorriso no rosto de um soldado inimigo em seu último suspiro; Max abandonando a sua família; Rosa demonstrando o quanto sente falta de Hans; entre outros. Personagens como Tommy Muller, Frau Holtzapfel, Arthur Berg e muitos outros, cada um com uma história única e extraordinária! E ao longo do livro a Morte também narra acontecimentos de outros lugares onde a guerra está acontecendo, e é uma narração fantástica, que prende você e faz com que você se sinta culpado por tudo o que aconteceu! É impossível sentir toda a emoção dessa história com um resumo, só lendo vocês conseguirão vivê-la e compreende-la.


''Uma última nota de sua narradora: Os seres humanos me assombram.''


Então, gente, minhas condições psicológicas e sentimentais sempre ficam abaladas quando eu falo sobre essa história. Eu li esse livro pela primeira vez em 2012, depois reli em 2013 e aí comprei um exemplar pra mim no final do mesmo ano, então li mais uma vez em 2014 e mais uma agora em 2015 também! rs E nunca irei me cansar de reler esse livro, porque ele é maravilhoso! Como a história se passa na Segunda Guerra Mundial, o sofrimento dos judeus - e dos alemães, também - é retratado em cada página de uma forma forte e triste demais.. Eu leio aquelas frases e me pergunto como a humanidade tem coragem de fazer certas coisas contra ela mesma! Mas também tem momentos adoravelmente apaixonantes que sempre me fazem perceber que ainda existe algo bom no mundo. *-*

Enfim, queria me aprofundar um pouco mais na história, contar mais coisas, mas é muito complicado falar do seu livro preferido, e como eu já disse: só lendo o livro pra você sentir e entender completamente tudo pelo que os personagens passaram (lembrando sempre que os personagens são fictícios, mas pessoas de verdade realmente passaram por todos os momentos terríveis citados na história). :(

A adaptação Cinematográfica


A adaptação cinematográfica de AMQRL foi lançada no Brasil em janeiro de 2014, dirigida por Brian Percival e com roteiro de Michael Petroni. O elenco é composto por Sophie Nélisse, Geoffrey Rush, Emily Watson, Ben Schnetzer e Nico Liersch, que interpretam, respectivamente: Liesel Meminger, Hans e Rosa Hubermann, Max Vandenburg e Rudy Steiner.


Eu, particularmente e como pessoa mais apaixonada do mundo por essa história, achei o filme horrível. Sério, odiei de verdade e com todas as minhas forças! Tipo, sei que adaptações nunca são cópias fiéis, mas usar um ator para dar vida a quatro personagens diferentes foi demais pra mim!! A escolha dos atores foi até aceitável, mas eles mudaram muita coisa e excluíram muitas cenas que teriam ficado incríveis... Não é que o filme seja ruim, quem ainda não leu o livro com certeza vai gostar, mas quem leu o livro (e ama muito muito muito a história) vai sentir falta de vários momentos lindos e emocionantes, como eu senti. 


(Edição especial com a capa do filme)


Trailer do Filme:




Meu trecho favorito:


''As árvores eram altas e triangulares. Permaneceram caladas.
Liesel tirou da bolsa A Sacudidora de Palavras e mostrou uma página a Rudy. Nela havia um menino com três medalhas penduradas no pescoço.
- ''Cabelos da cor de limões'' - leu Rudy. Seus dedos tocaram as palavras. - Você falou de mim com ele?
No começo, Liesel não conseguiu dizer nada. Talvez fosse a súbita turbulência do amor que sentiu por ele. Ou será que sempre o tinha amado? Era provável. Impedida como estava de falar, desejou que ele a beijasse. Quis que ele arrastasse sua mão e a puxasse para si. Não importava onde a beijasse. Na boca, no pescoço, na face. Sua pele estava vazia para o beijo, esperando.
Anos antes, quando os dois haviam apostado corrida num campo lamacento, Rudy era um conjunto de ossos montado às pressas, com um riso irregular e hesitante. Sob o arvoredo, nessa tarde, era um doador de pão e ursinhos de pelúcia. Um tríplice campeão de atletismo da Juventude Hitlerista. Era seu melhor amigo. E estava a um mês da sua morte.
- É claro que falei de você com ele - disse Liesel.
Estava se despedindo, e nem sabia.''




Espero que vocês tenham gostado da resenha e, se ainda não leram esse livro, LEIAM e REFLITAM sobre a história e sobre as atitudes. Ah, tenham sempre um lenço ao lado de vocês e se preparem para a fortíssima ressaca literária! 

[coluna] Bienal do Livro SP - 2014



E aí, galerinha! Como vocês bem sabem, esse ano está acontecendo a 23ª Bienal do Livro em São Paulo, no Pavilhão de Exposições do Anhembi, desde o dia 22 desse mês até o dia 31 de agosto (amanhã!), então ainda dá tempo de vocês passarem lá e aproveitar todas as maravilhas que esse evento oferece. ;)

Essa Bienal foi cheia de momentos maravilhosos para nós, leitores, e como eu tive a oportunidade de estar lá durante dois dias, 22 e 23 de agosto, vou contar um pouquinho do que eu vi lá nesse espaço onde literatura, música, diversão, culinária e cultura se misturam pra vocês. rs

No primeiro dia de Bienal, 22 de agosto, o evento estava super tranquilo e eu consegui passar por quase todos os estandes. O espaço onde acontece a Bienal SP não é tão grande como o espaço onde acontece a Bienal RJ, mas ainda assim possuí bastante opções para nos entreter.

Os estandes das editoras estavam maravilhosamente lindos!! E alguns, como os da Editora Arqueiro, Intrínseca e Galera Record, ofereciam alguns descontos que poderiam deixar os leitores bem mais felizes. rs Ah, e os marcadores de livros também eram uns mais lindos que os outros. :3

O estande da Editora Arqueiro estava lindo, com descontos e livros simplesmente perfeitos!






O estande da Editora Novo Conceito estava, como sempre, nos deixando apaixonados com todos aqueleslivros gigantes que ficam lindos na decoração. *-*


     
 



No estande da Editora Seguinte as fãs de A Seleção, da autora Kiera Cass, podem encontrar réplicas dos vestidos das capas dos três livros à disposição para tirarem fotos! :D



Para os fãs de As Crônicas de Gelo e Fogo, no estande da LeYa pode ser encontrado um Trono de Fogo!



O estande da Intrínseca estava um amor, como sempre! *-*







E sobre o estande da Rocco eu acho que nem preciso falar nada.. <3






Nos estandes das Editoras Novo Conceito e Novo Século estavam presentes os autores brasileiros Felipe Colbert (Belleville) e Renata Ventura (A Arma Escarlate) autografando os exemplares de centenas de fãs. E eu tirei uma foto com eles! haha :3


Agora vamos falar sobre um dos melhores dias da minha vida e o meu preferido nessa Bienal! kk

O segundo dia de Bienal foi um inferno, na verdade.. Mas só porque naquele dia vários escritores divinos estariam presentes no evento, então o local ficou extremamente lotado de fãs apaixonados lutando por uma senha para verem seus autores preferidos. rs

A maior parte dos fãs (e era MUITA gente mesmo!) estava presente para conhecerem as autoras Cassandra Clare, da série Os Instrumentos Mortais, e Kiera Cass, da série A Seleção. s2
As duas participaram de um bate-papo com os fãs na Arena Cultural e em seguida fizeram uma sessão de autógrafos.



Outras autoras presentes foram as nossas queridas Paula Pimenta, lançando Fazendo meu filme em quadrinhos, Isabela Freitas, lançando Não se apega, não, Thalita Rebouças, lançando Bia não quer dormir, e a linda da Carolina Munhóz junto com Sophia Abrahão no lançamento de O Reino das vozes que não se calam. Todas as citadas fizeram uma sessão de autógrafos com os fãs. :)




E pra fechar essa lista de autores com chave de ouro, os dois lindos/maravilhosos/perfeitos que eu consegui beijar, abraçar, tirar fotos e autografar meus livros: Harlan Coben e Lucinda Riley! <3
O Harlan estava presente para o lançamento de seu livro Seis Anos Depois. Ele participou de um bate-papo com os fãs na Arena Cultural e depois fez uma sessão de autógrafos com os fãs no mesmo local com metade das pessoas que tinham senha e no estande da Editora Arqueiro com a outra metade.. e quando a fila de pessoas com senha acabou, ele ainda autografou dos fãs que não tiveram sorte com as senhas, e nisso a beneficiada fui eu! haha
A Lucinda estava presente no estande da Editora Novo Conceito para o lançamento de seu livro As Sete Irmãs, cuja história se passa no Rio de Janeiro. Ela também participou de um bate-papo e em seguida fez uma sessão de autógrafos (dessa vez eu tive sorte e consegui a senha, rs), e de brinde os fãs ainda ganharam uma camisa linda com a capa de seu novo livro! :D







E não eram só os autores que estavam presentes.. Alguns personagens também marcaram presença! rs Quem passasse pelo estande da Arqueiro durante os fins de semana poderia encontrar e tirar uma foto com Jamie Fraser, do livro Outlander: o viajante do tempo. :)



E é isso, gente, essa foi a minha adorável experiência na Bienal do Livro de 2014. Agora é começar a contagem regressiva para a Bienal aqui no Rio de Janeiro e esperar pela lista de autores confirmados e todas as coisas maravilhosas que vem junto com a Bienal! ;)


[RESENHA]- O Mar de Monstros

 



O Mar de Monstros é o segundo livro da saga Percy Jackson & os Olimpianos, uma belíssima obra de Rick Riordan.


O Livro começa com um sonho de Percy Jackson, ou melhor, um pesadelo de Percy Jackson. Sendo ele sobre seu melhor amigo Grover o sátiro, sim um sátiro (ser meio a meio, metade bode e a outra humano) Bem, Grover tinha ido a missão impossível.

Seu pesadelo se passava na Florida e lá estava seu amigo Grover correndo, e concerteza corre pra salvar sua vida. E aonde o Bode-man se escondeu? Em uma Butique de vestidos de noiva. E então o senhor Jackson acorda para seu último dia de aula.



Amei muito essa parte, o livro já começa com a tal aventura de Grover e isso deixou o livro com uma cara de "Nossa você é muito BOM" rsrs, e a cada frase que lia, mais me dava vontade de ler, Tio Rick exagerou na imaginação esqueceu de nossos corações, rsrs...

O nome do primeiro capitulo foi algo que mais me deixou angustiado e pensativo. " Meu melhor amigo vai comprar um vestido de noiva", quando li isso pensei "Nossa, Grover Vai casar?? Com quem?? Não ele é apenas um adolescente...Será?? E quando eu descobri que não tinha nada a ver, dava vontade de rir de mim mesmo.

Foi muito bom conhecer Hermes, os Canibais, Tyson, os pôneis de festa e é claro a Thalia filha de Zeus.
O Desnsenrolar da historia foi ótimo, nem deu vontade de guardar o livro. A cada página lida, mas vontade de chegar ao final me dava. Achei perfeito. Não vou falar muito do conteudo do livro pra vocês poderem ler essa magnifica aventura.

A Capa... Gente a capa é TUDO de bom. Tem um penhasco e uma ponte daquelas " Se correr você cai e se for de vagar morre" rsrs, As letras em dourado aquele olho gigante...